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Cid Gomes diz que necessidade de crédito suplementar demonstra que Governo está quebrado

Durante a discussão da mensagem com a solicitação da verba extra ao Orçamento da União, no valor de R$ 248,9 bilhões, o senador Cid Gomes encaminhou o voto da bancada de oposição e, embora, tenha defendido o voto favorável ao à mensagem do Palácio do Planalto, ressaltou que a necessidade de crédito suplementar comprova que “o Governo está quebrado”.

O senador cearense lembrou que ainda estamos em junho, portanto nem se chegou ainda à metade do ano e o Governo já envia um pedido de crédito extra num valor equivalente a 10% de toda a previsão anual de gastos da União. O pedetista questionou, ainda, que “se uma família precisa de 10% de financiamento do seu orçamento na metade de um ano”, ela está “quebrada”.

Se a gente for ver, esse financiamento representa 10% de todos os recursos necessários para o funcionamento do Governo Federal, sem levar em conta o que é pago no serviço da dívida. Imagine esses números traduzidos para uma família, se ela precisa, na metade do ano, de 10% de todo o seu orçamento de financiamento, a conclusão óbvia é que essa família está quebrada, e essa é a mesma situação do Governo — expôs Cid Gomes.

Na avaliação do senador, a oposição não tem o que comemorar, apesar de ter conseguido incluir na proposta R$ 1 bilhão para o ensino superior, R$ 550 milhões para o projeto de Transposição do Rio São Francisco, R$ 330 milhões para bolsas de pesquisas científicas e mais R$ 1 bilhão para obras do programa Minha Casa, Minha Vida.

Não é algo que a gente tenha que comemorar, é algo que certamente vai exigir da oposição uma articulação maior para que os acordos sejam feitos, e é benéfico que sejam feitos acordos, mas de volta tenha algo mais relevante para o Brasil e para os brasileiros — observou.

Destino

Do total de 248,9 bilhões, 201,7 bilhões serão utilizados no pagamento de aposentadorias e pensões do INSS; R$ 30 bilhões tem como destino o BPC que, somente, no Ceará, contempla, pelo menos, 200 mil pessoas de baixa renda, com deficiência e idosos. Outros R$ 6,6 bilhões garantirão os benefícios do Bolsa Família a 13, 8 milhões de famílias cadastradas; R$ 8,2 bilhões tem como destino o Plano Safra, que oferece crédito mais barato aos produtores rurais.

O Programa Minha Casa, Minha Vida que está com ritmo de obras desaceleradas em todo o Brasil, como acontece no Ceara, terá uma fatia de R$ 1 bilhão de reais, enquanto, para as universidades federais, o crédito suplementar será de 1 bilhão de reais e, para as obras da transposição do Rio São Francisco, são, pelo menos, 550 milhões de reais.

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Heitor Freire compara esquerda à ‘novela mexicana’ e espera debater Reforma na Comissão Especial

O deputado federal, Heitor Freire (PSL), voltou a fazer duras críticas à esquerda brasileira. Freire, que é conhecido por ter um discurso ferrenho, crítico ao que chama de “velha política”, disse, nesta segunda-feira (22), que a esquerda quer “atrasar a vida do cidadão brasileiro“. A declaração foi feita em entrevista ao Jornal Alerta Geral (Expresso FM 104.3 na Capital + 26 emissoras do Interior), enquanto a reforma da Previdência espera parecer da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que debate a constitucionalidade da proposta.

Questionado, Freire disse, ainda, que a esquerda é “dramática” e comparou as falas de deputados de oposição à “novela mexicana“. O deputado questionou a forma como a oposição está se comportando em relação às principais propostas de reforma apresentadas pelo governo que, segundo ele, são necessárias ao país. “Eles querem é baldear. Eles querem que o país quebre para eles voltarem ao governo. Segundo o deputado, a intenção da oposição é causar baderna para desestabilizar o governo.

Freire falou, também, que, quando era oposição, onde lembrou dos governos petistas, chegou a rezar para que desse certo, fazendo referência aos ex-presidentes Lula e Dilma.

Mesmo quando a oposição estava no poder, eu ainda orava para que a Dilma, o Lula, (que) Deus iluminasse a cabeça deles para que o Brasil fosse para cima, porque eles eram o piloto desse avião.

Deputado federal, Heitor Freire 

+ CCJ define constitucionalidade da Reforma nesta terça-feira (23)

Em um bate papo com os jornalistas Luzenor de Oliveira e Beto Almeida, o deputado federal disse que não falta articulação para o governo aprovar a Reforma Previdenciária. Segundo ele, “o governo fez sua parte”, apresentou a proposta, agora cabe, segundo Freire, aos deputados “discutir e melhorar o projeto“. Aproveitando o momento, Freire falou sobre as derrotas sofridas pelo governo, na CCJ, nas últimas semanas. Segundo Freire, “eles (deputados da oposição) estão fazendo muito barulho, é gritaria”, o que acabou atrasando a votação ainda nessa primeira fase.

+ CCJ: votação da reforma da previdência é adiada para próxima semana

O deputado federal, que disse esperar compor a Comissão Especial que, após o parecer da CCJ, discutirá o mérito da proposta (onde pontos como BPC e Aposentadoria Rural serão debatidos), questionado pelo jornalista Luzenor de Oliveira sobre os pontos mais polêmicos da proposta, afirmou que “o governo não tem que ceder em nada; nós temos que discutir e melhorar o projeto“. Para ele, o texto apresentado pelo presidente da CCJ, Felipe Francischini (PSL-PR), é justo, mas, “se a sociedade quer debater”, os deputados irão “discutir e melhorar”.

 

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Perto de 100 dias de mandato, Bolsonaro se convence da necessidade de conversar com líderes partidários

O presidente Jair Bolsonaro que, na próxima quarta-feira (10), completa 100 dias de mandato, se convenceu sobre a importância de conversar com os líderes de bancadas e dirigentes partidários. Bolsonaro resistiu, nos primeiros três meses de governo, a se reunir com representantes dos partidos para manter o discurso de que, em seu governo, a chamada ‘velha política‘ não teria espaços.

A expressão velha política é o conceito criado pelo presidente Bolsonaro para classificar o que chama de barganha ou o toma lá, dá cá na relação com o Congresso Nacional. Ou seja, se os parlamentares tiverem emendas com recursos da União liberadas para as bases eleitorais e forem contemplados com cargos na administração federal, os projetos do Palácio do Planalto, como a reforma previdenciária, andariam mais rápido na Câmara e no Senado.

A queda de braços, com farpas entre integrantes do Governo e a cúpula da Câmara Federal, atrasou o andamento da reforma previdenciária. Os deputados federais reclamavam da falta de diálogo e, como resposta, Bolsonaro não economizava palavras para dizer que não cederia a pressões, nem ao jogo de barganha.

A realidade, porém, é outra e, nesta quinta-feira (4), Bolsonaro sentou, pela primeira vez, em três meses, com representantes dos partidos. A agenda da manhã tinha reuniões programadas com os presidentes do  PRB (deputado federal Marcos Pereira), do PSD (Gilberto Kassab), do  PSDB (Ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin), e do PP (senador Ciro Nogueira).

À tarde, Bolsonaro tem encontros programados com o presidente do DEM e prefeito de Salvador, ACM Neto, e, em seguida, com o presidente do MDB, o ex-senador Romero Jucá. Após as reuniões com o presidente Bolsonaro, os dirigentes dos partidos transmitirão aos senadores e deputados federais o teor das conversas e a relação entre o Palácio do Planalto e o Congresso Nacional.

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Bate Papo Político: Bolsonaro vai se encontrar com a velha política?

O presidente Jair Bolsonaro disse que vai reservar “meio-dia da agenda no Brasil” para receber parlamentares e conversar. Segundo ele, está aberto ao diálogo. O presidente reiterou, também, que a proposta da reforma da Previdência é um projeto para o país e, não de governo.

O assunto ganhou destaque no Bate Papo Político desta terça-feira (2), entre os jornalistas Luzenor de Oliveira e Beto Almeida, que afirmaram que a atitude pode mudar os rumos da reforma e mostra o real comprometimento do presidente com a proposta.

Beto Almeida, após listar os partidos que se encontrarão com o presidente faz o questionamento: ele vai se encontrar com a “velha política”? Para Luzenor, no entanto, não trata-se de se encontrar com a “velha política”, mas de buscar a articulação necessária para aprovação da reforma.

“É preciso deixar preconceitos de lado. Há uma necessidade de se dialogar. Não há governo sem diálogo entre [os poderes] Executivo e Legislativo. Como se atrai os votos? Chamando os deputados para compartilhar a administração pública.”, afirmou Luzenor, durante o debate.

Na opinião dos jornalistas, há um entendimento para aprovação da reforma, no entanto, o governo não conseguiu, ainda, o diálogo necessário para convencer os deputados a apoiarem a proposta – e, talvez, com isso, entrarem na “lista negra” da população.

BPC e Aposentadoria Rural

Os pontos que causam mais divergências entre os parlamentares são as mudanças que mexem com o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e aposentadoria rural. Em entrevista à TV Record, o presidente falou da reunião com parlamentares e dos dois pontos polêmicos.

Vou deixar pelo menos meio-dia da minha agenda no Brasil para atender deputados e senadores“, afirmou Bolsonaro.

O presidente disse, ainda, compreender as manifestações dos parlamentares sobre eventuais alterações na proposta encaminhada, relacionadas ao BPC e a aposentadoria rural.

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Ciro declara guerra a reforma e convoca pressão aos deputados federais

A oposição já se articular na arena política para votação da reforma da Previdência e um dos basilares desta liderança está no Ceará. O ex-candidato Ciro Gomes declara guerra à reforma previdenciária e, dessa vez, de forma mais dura. Nas redes sociais, Ciro chama, inclusive, a participação do eleitorado nessa votação.

Pelo Instagram, Ciro Gomes usou termos fortes. Disse que é uma reforma ruim, que o governo está apresentando uma proposta que prejudica os trabalhadores, cheias de falhas. Na postagem, diz que “está na hora de cada um de nós procurar o deputado federal em quem votou e pedir o voto contrário a reforma“.

No Bate Papo Político desta quarta-feira (13), no Jornal Alerta Geral (Rádio FM 104.3 – Expresso Grande Fortaleza + 26 emissoras no Interior) , os jornalistas Luzenor de Oliveira e Beto Almeida falaram da “disposição de ir à guerra” demonstrada por Ciro. “Em outras palavras, ele quer uma pressão mais afiada nos deputados federais que votarão“, comenta Beto Almeida.

O jornalista Luzenor de Oliveira ressalta, ainda, que a pressão proposta por Ciro foi a “mesma pressão que funcionou no ano passado“, quando o então presidente Michel Temer encaminhou a proposta ao Congresso Nacional. Além dessa declaração, Ciro destaca que, pelo menos, 200 deputados ainda podem ‘comercializar’ seus votos.

Se a oposição não trabalhar junto, o governo tende a conseguir esses votos.

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Partidos de oposição podem se beneficiar com narrativa contrária à reforma

Pacote de bondades para abrandar o coração dos deputados novatos, além da liberação de verba integral para os parlamentares que participaram da Lei Orçamentária de 2019 (ocorrida no ano passado) são algumas estratégias usadas pelo governo para conseguir a aprovação da reforma da Previdência. Após o feriadão de Carnaval, os discursos serão mais ávidos e o governo precisará de articulação política para aprovar seus pontos.

A reforma veio dura – mais ainda que a proposta pelo ex-presidente Michel Temer – e pode servir como narrativa política de partidos de oposição, que tem, por obrigação, que questionar os pontos mais polêmicos da proposta. Os jornalistas Luzenor de Oliveira e Beto Almeida, no Bate Papo Político desta quarta-feira (6), alertaram que o governo não terá facilidade e que, com os trâmites para aprovação, alguns pontos serão descartados.

Acompanhe a análise completa no vídeo a seguir:

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Ciro diz que percepção do povo é de ‘esperanças renovadas’

O ex-governador do Ceará e candidato nas eleições presidenciais de 2018, Ciro Gomes, em entrevista ao jornal Folha de São Paulo publicada nesta terça-feira, 1º, afirmou ser “inevitável a percepção de que as esperanças da maioria dos brasileiros se renovaram“.

Sobre a expectativa com o novo Governo, Ciro diz torcer para que as coisas melhorem e acredita que isso possa acontecer, mesmo que “modestamente”. O ex-candidato apontou, ainda, alguns dos graves problemas pelos quais o Brasil passa, como “quase 13 milhões de pessoas desempregadas, 17 milhões de pessoas vivendo de bico na informalidade, 63 milhões de pessoas com nome sujo no SPC“, entre outros problemas citados.

Para Ciro, a resolução desses problemas pelo novo Governo ainda é uma incógnita. O ex-ministro da Fazenda (1994, governo Itamar) e da Integração Nacional (2003-2006, governo Lula) avalia que não há “nenhuma proposta concreta, nenhum diálogo sistemático com a intrincada federação politica do país, e os primeiros escândalos (referência às acusações envolvendo a Família Bolsonaro) já têm o velho tratamento de antanho“.

Foto – Reprodução
Ciro Gomes, em entrevista em seu apartamento em Fortaleza – Jarbas Oliveira – 30/10/18

Frente de Oposição

Durante a campanha eleitoral de 2018, o ex-candidato teceu muitas críticas ao, agora, presidente, Jair Bolsonaro. Em diversos momentos, durante entrevistas e sabatinas, na campanha eleitora, colocou Bolsonaro como incapaz de resolver os problemas do país. Por outro lado, criticou, também, o Partido dos Trabalhadores (PT), mesmo tendo declarado apoio crítico ao candidato do PT, Fernando Haddad, no segundo turno das eleições.

Sobre a perspectiva de liderar a frente de oposição para o novo Governo, Ciro diz que “é preciso evitar o oportunismo rasteiro e demagógico, atrair o governo para o jogo democrático, forçá-lo a atuar dentro da institucionalidade, oferecer alternativas práticas ao equívocos sem negar a complexidade dos problemas.