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Envelhecimento da população causa aumento no número de pessoas que cuidam de parentes

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o envelhecimento da população aumentando gradativamente. Em 2010, o percentual de pessoas idosas era de 7,32%. Nas projeções do instituto, este índice deve chegar a 9,52% este ano e, em 2060, a 25,5%.

De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC), o aumento no número de pessoas que cuidam de parentes é uma consequência desse envelhecimento. Em 2018, 54 milhões brasileiros de 14 anos de idade ou mais cuidaram de parentes moradores ou não no domicílio, o que representa uma taxa de 31,8%, superando a detectada em 2017, de 31,5%.

As mulheres são as quem mais se ocupam desses cuidados. De 2017 para 2018, a taxa das mulheres permaneceu em 37% e a dos homens passou de 25,6% para 26,1%. De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), outras formas de trabalho compreendem afazeres domésticos, cuidados com pessoas, produção para próprio consumo e trabalho voluntário.

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Nacional

Inadimplência das empresas tem menor taxa de variação desde 2017

O número de empresas com contas em atraso e registradas nos cadastros de devedores cresceu 3,30% em março na comparação com o mesmo mês do ano passado. Essa foi a menor variação desde setembro de 2017, quando a alta bateu 2,62%. Na passagem de fevereiro para março de 2019, sem ajuste sazonal, a alta foi de 0,69%.

Os setores de serviços (5,74%) e comércio (1,55%) são os ramos com maiores devedores.

Os dados foram calculados pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). A região Nordeste registrou um aumento de 1,53% no índice de inadimplência, ficando à frente apenas da região Norte, que chega a 0,47%.

Na avaliação do presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior, a inadimplência das empresas tem crescido de forma mais moderada do que no auge da crise e sinaliza um cenário de acomodação para os próximos meses de 2019.

Mesmo com a lenta retomada da confiança, os empresários seguem cautelosos para investir. Com isso, há menos custos e menos tomada de crédito, consequentemente, há menos endividamento. Além disso, o crescimento econômico segue em ritmo abaixo do que era esperado do início do ano, com o mercado de trabalho demorando para reagir e a capacidade ociosa das indústrias em níveis elevados.

Pellizzaro Junior

Dívidas de pessoas jurídicas caem pela primeira vez desde 2011

Os dados regionais mostram que o Sudeste lidera o crescimento da inadimplência entre as empresas. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o número de pessoas jurídicas negativadas na região cresceu 4,60%, a maior alta entre as regiões pesquisadas. Em seguida aparecem, na ordem, as regiões Sul, que registrou avanço de 3,29% na mesma base de comparação, Centro-Oeste (1,99%), Nordeste (1,53%) e Norte (0,47%).

Entre os segmentos devedores, destacam-se as altas apresentadas pelos ramos de serviços (5,74%) e comércio (1,55%), seguidos pelas empresas que atuam no setor das indústrias (0,93%). Entre os setores credores, ou seja, os que deixaram de receber valores de terceiros, o setor de serviços, que engloba bancos e financeiras, responde por 70%. Em seguida aparecem estabelecimentos comerciais (17%) e indústrias (12%).

Outro indicador também mensurado pelo SPC Brasil e pela CNDL é o de dívidas em atraso. Neste caso, houve a primeira retração desde janeiro de 2011, início da série histórica, com uma queda de -0,11% na comparação com março do ano passado. Na comparação mensal, na passagem de fevereiro para março, a variação foi positiva, de 0,44%, um resultado que denota estabilidade

Para os próximos meses, espera-se a atividade econômica ainda se mantenha pouco aquecida, o que deve manter o crescimento da inadimplência das empresas em patamares ainda discretos.

Pellizzaro Junior

Metodologia

O Indicador de Inadimplência das Empresas sumariza todas as informações disponíveis nas bases de dados da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) e do SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito). As informações disponíveis referem-se a capitais e interior das 27 unidades da federação.

SPC Brasil – Há 60 anos no mercado, o SPC Brasil possui um dos mais completos bancos de dados da América Latina, com informações de crédito de pessoas físicas e jurídicas. É a plataforma de inovação do Sistema CNDL para apoiar empresas em conhecimento e inteligência para crédito, identidade digital e soluções de negócios.

Oferece serviços que geram benefícios compartilhados para sociedade, ao auxiliar na tomada de decisão e fomentar o acesso ao crédito. É também referência em pesquisas, análises e indicadores que mapeiam o comportamento do mercado, de consumidores e empresários brasileiros, contribuindo para o desenvolvimento da economia do país.

CNDL – Criada em 1960, a CNDL é formada por Federações de Câmaras de Dirigentes Lojistas nos estados (FCDLs), Câmaras de Dirigentes Lojistas nos municípios (CDLs), SPC Brasil e CDL Jovem, entidades que, em conjunto, compõem o Sistema CNDL.

É a principal rede representativa do varejo no país e tem como missão a defesa e o fortalecimento da livre iniciativa. Atua institucionalmente em nome de 500 mil empresas, que juntas representam mais de 5% do PIB brasileiro, geram 4,6 milhões de empregos e movimentam R$ 340 bilhões por ano.

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Geral Destaque3

Interrupção no fornecimento de energia é a principal reclamação registrada contra Enel

A Enel Distribuição do Ceará ocupa o 4º lugar no ranking das empresas mais reclamadas no Programa Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Decon), em 2018. De acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a distribuidora cearense registrou 1.008.368 reclamações em 2018, destas 950.348 foram registradas pela interrupção no fornecimento de energia.

O levantamento do órgão leva em conta problemas diversos e não apenas o corte no fornecimento. Os danos elétricos são a segunda causa mais reclamada pelos usuários da Enel Ceará, com 15.507 registros, em 2018. A terceira maior reclamação são os prazos, com 7.931 registros.

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Geral

Pesquisa aponta aeroporto de Fortaleza como um dos piores do país

A Pesquisa de Satisfação do Passageiro e Desempenho Aeroportuário do primeiro trimestre deste ano, realizada pela Secretaria de Aviação Civil do Ministério da Infraestrutura, avalia o Aeroporto Internacional Pinto Martins, em Fortaleza, como um dos piores do Brasil.

O aeroporto obteve média de 4,16 na escala de satisfação geral dos passageiros, que varia de 1 a 5. Ao todo foram realizadas 19.820 entrevistas nos meses de janeiro, fevereiro e março de 2019. A pesquisa dividiu os terminais em três categorias com base na movimentação anual de passageiros: até cinco milhões, de 5 milhões a 15 milhões e acima de 15 milhões.

Entre os oito terminais com circulação de 5 milhões a 15 milhões de viajantes, o de Fortaleza é o pior. A melhor nota da categoria foi a do aeroporto de Campinas, que alcançou 4,77. Já na classificação geral, a infraestrutura aeroviária da Capital é a terceira pior, seguida apenas pelos aeroportos de Belém (4,13) e Florianópolis (3,94).

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Política Destaque2

Pesquisa aponta que 32% dos brasileiros acha que não vale a pena conversar com quem pensa politicamente diferente

Uma pesquisa do Instituto Ipsos aponta que o Brasil atingiu um nível de intolerância política que supera a média internacional de 27 países observados na pesquisa. O radicalismo que envolve as discussões político-partidárias foi o aspecto medido na pesquisa. O levantamento mostrou que os entrevistados no Brasil aceitam menos as diferenças. A pesquisa aponta que 32% dos brasileiros acreditam que não vale a pena tentar conversar com pessoas que tenham visões políticas diferentes das suas.

A média dos países pesquisados para esta questão é de 24%. O Brasil fica atrás, apenas, da Índia (35%) e África do Sul (33%). A pesquisa do Ipsos foi realizada com 19,7 mil entrevistados entre 16 e 64 anos nos países em que o instituto atua. Os cerca de mil brasileiros são majoritariamente pessoas de centros urbanos, com salário e nível educacional superior à média nacional. O nível de intolerância nas discussões políticas afeta as diversas relações pessoais, sejam as familiares, as profissionais e as interações nas redes sociais.

Outros dados

O levantamento revela, também, que 40% dos brasileiros disseram que se sentem mais confortáveis junto de pessoas que têm pensamentos similares. Além disso, para 31%, aqueles com visão política diferente das suas não ligam de verdade para o futuro do Brasil. A média geral é 29%. 39% dos brasileiros concordaram com a frase “quem tem visão política diferente de mim foi enganado” – dois pontos porcentuais a mais que a média.

Questionados se o país corre mais ou menos perigo com pessoas com opiniões políticas diferentes do que há 20 anos, 44% dos brasileiros acredita que há mais perigo atualmente. A média global é de 41%. SuéciaEstados Unidos lideram, com 57% cada.

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Política Nacional Política

Reforma da previdência é apoiada por cerca de 43% dos pequenos e médios empresários do Brasil

Cerca de 43% dos pequenos e médios empresários do Brasil aprovam a proposta de reforma da Previdência apresentada pelo governo. Pelo menos é o que informa um levantamento feito pelo Centro de Estudos em Negócios do Insper, com apoio do banco Santander. A pesquisa foi feita por telefone, com cerca de 1.330 pequenos e médios empresários de todo o país, dos setores da indústria, comércio e serviços.

Em contrapartida, cerca de 25% dos entrevistados acham a proposta ruim ou muito ruim. A margem de erro do índice é de 3% para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%.

Segundo o professor do Insper, Gino Olivares, o que chama atenção é o número de pessoas que não sabem ou não quiseram opinar, que chega a 32,28%.

“Basicamente um terço dos entrevistados não tem uma opinião, não foram apresentados sequer à Reforma da Previdência. Não conhecem os detalhes, consequentemente não conseguem ter uma opinião sobre a proposta. Isso, claramente, é um desafio para o governo, é um desafio de comunicação, de conseguir apresentar a reforma à população, indicando quais são as vantagens e quais são os custos envolvidos.”

Num recorte regional, a reforma tem maior aprovação entre os pequenos e médios empresários do Sul e é mais rejeitada no Nordeste.

 

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Geral

Data Folha: 59% dos jovens, negros e de baixa renda afirmam ter medo da polícia

Dados do Instituto Datafolha, divulgados pela Folha de São Paulo, nesta sexta-feira (12), revelam que 59% dos jovens, negros e de baixa renda dizem ter medo de policiais. A pesquisa aponta que apenas 39% dos jovens dizem confiar nos agentes.

De acordo com as informações, o cenário é oposto entre os autodeclarados brancos, mais velhos e com renda maior. Entre pessoas com esse perfil, 64% dizem confiar na polícia e 36% afirmam que temem os policiais.

No total, 51% da população dizem ter mais medo que confiança nos policiais.

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Luzenor de Oliveira Destaque3

Datafolha mostra que 51% dos brasileiros rejeitam Reforma. Maioria sabe das mudanças na Previdência

Os trabalhadores estão mais antenados com as discussões sobre mudanças na Previdência Social e 51% dos brasileiros, segundo pesquisa do Instituto Datafolha, não querem novas regras para a aposentadoria. A pesquisa divulgada, nesta quarta-feira (10), que 41% dos entrevistados são favoráveis à PEC que trata das alterações, 2% se dizem indiferentes e 7% não sabem.

Os dados mostram, também, que está entre as mulheres a maior rejeição (56%) à Reforma Previdenciária. Entre os homens, 48% se dizem a favor e 45% contra. O segmento se opõe à Reforma, de um modo geral, está no funcionalismo público: 63% (5% da amostra).

Uma leitura sobre os números do Datafolha mostra uma polarização das respostas de acordo com o resultado da eleição presidencial de 2018: entre os que elegeram o presidente Jair Bolsonaro (PSL), 55% são a favor da reforma e 36% contrários. E, entre os que votaram em Fernando Haddad (PT) ou branco ou nulo, 72% se dizem contra a mudança nas regras.

Pesquisa

O Instituto Datafolha ouviu, entre os dias 2 e 3 de abril, 2.086 brasileiros com 16 anos ou mais, em 130 municípios em todo o Brasil. A pesquisa mostra que o apoio à reforma é superior também entre os de renda familiar acima de dez salários mínimos (R$ 9.998 em 2019), 50% apoiam a reforma; 47% são contra. A maior rejeição, de 63%, aparece entre funcionários públicos (5% da amostra).

Se comparados os cenários entre os períodos que antecederam à abertura do debate das mudanças na Previdência Social, nos Governos Temer e Bolsonaro, a oposição ao atual projeto é menor do que a registrada em abril de 2017, pouco tempo antes da votação do texto pela comissão especial da Câmara Federal. Naquele momento,  71% rejeitavam a reforma apresentada pelo emedebista.

Pontos da Reforma

O Instituto Datafolha ouviu os brasileiros sobre quais pontos da reforma mais os preocupam: a maioria é contra as idades mínimas:  65% são contrários à idade mínima de 62 anos para as mulheres se aposentarem, enquanto 53% se opõem a 65 anos para homens.

A pesquisa revela que  66% dos entrevistados são favoráveis a cobrança de alíquotas mais altas de servidores que ganham mais. Entre os entrevistados,  72% são a favor de limitar a aposentadoria do servidor pelo teto do INSS – esse limite já existe desde 2013 para servidores federais e de estados e municípios com previdência complementar.

Há outro aspecto, quanto ao futuro da aposentadoria no serviço público: 74% servidores públicos são a favor das alíquotas progressivas e 64% aprovam o teto. Embora 68% dos brasileiros digam ter tomado conhecimento da proposta de reforma, só 17% se dizem bem informados; 42% declaram estar mais ou menos informados e 9%, mal informados.

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“O governo está patinando”, afirma Beto Almeida sobre número de desempregados

O número de jovens de até 24 anos que desistiram de procurar emprego, os chamados desalentados, triplicou em quatro anos. O número pulou de 600 mil para mais de 1,76 milhão. No fim de 2018, o desemprego para esse grupo já era de 27,2%. Para o jornalista Beto Almeida, “o governo está patinando” e não consegue gerar vagas de trabalho.

O tema ganhou destaque no Bate Papo Político desta segunda-feira (1), entre os jornalistas Luzenor de Oliveira e Beto Almeida, que comentaram os impactos que esses dados podem trazer aos trabalhadores que estão entrando no mercado de trabalho.

Para Beto Almeida, a retomada da indústria, da economia e do mercado, esperada desde 2014, não ocorreu. Segundo o jornalista, o país até saiu da resseção – retração geral na atividade econômica -, mas não conseguiu gerar a retomada da economia e nem confiança da indústria.

Acompanhe a análise:

Bate Papo Político desta segunda-feira (1)
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Política

Segundo Ministério, reforma da Previdência beneficiará mais pobres

Segundo relatório da Secretaria de Política Econômica (SPE), do Ministério da Economia, o crescimento econômico gerado pela reforma da Previdência beneficiará principalmente os 50% mais pobres da população.

Em fevereiro, a SPE havia lançado nota técnica calculando que a economia cresceria 3,3% em 2023 com aprovação da reforma, 2,3% com a aprovação parcial e encolheria 1,8% se não for aprovada.

Na nota técnica anterior, o texto dizia que a aprovação integral poderia gerar até 8 milhões de empregos formais nos próximos quatro anos. No entanto, o ministério não tinha divulgado a distribuição desse crescimento por classes sociais.

Agora, a SPE detalhou o impacto positivo da expansão da economia decorrente da reforma, conforme o nível de renda da população. O levantamento dividiu a população em 10 segmentos, em que o menor corresponde aos 10% mais pobres; e o maior, aos 10% mais ricos.

Se for aprovada

O estudo considerou o crescimento médio de 3% ao ano da economia até 2023, no caso de aprovação total da reforma, e retração média de 0,5% ao ano no mesmo período, sem mudanças nas regras.

A renda per capita cresceria mais entre os 50% mais pobres da população: de 3,07% por ano em média para o segmento entre 40% e 50% mais pobres a 3,48% por ano para os 10% mais desfavorecidos.

Entre os 50% mais ricos, a renda per capita também subiria, mas em ritmo menor: de 3% ao ano para a faixa entre 40% e 50% mais ricos a 2,63% ao ano entre os 10% mais ricos.

+ Informalidade e benefícios respondem por 40% da renda das famílias brasileiras.

Empregos formais

Segundo a nota, o crescimento da economia aumenta a criação de empregos formais e reduz a informalidade, que afeta 91,64% dos 10 % mais pobres e apenas 18% dos 10% mais ricos.

De acordo com a SPE, até 8 milhões de empregos com carteira assinada seriam criados caso a reforma da Previdência fosse aprovada na totalidade.

A segunda razão para o crescimento da economia levar benéficos às menores faixas de renda é a possibilidade de que a inclusão no mercado formal de trabalho aumente os gastos dessas famílias em educação e saúde.

Informações da Agência Brasil.