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“Antes tarde do que nunca!”, diz Beto Almeida sobre cadastro para conter ligações indesejadas

O governo federal tenta encontrar saídas para barrar ligações indesejadas feitas por operadoras de Telecomunicações. Os consumidores podem se inscrever no cadastro nacional “Não me Perturbe”, uma iniciativa da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para conter esse assédio.

O assunto ganhou destaque no Bate Papo Político do Jornal Alerta Geral (Expresso Fm 104.3 na Grande Fortaleza + 26 emissoras no Interior + Redes Sociais) desta segunda-feira (29), entre os jornalistas Luzenor de Oliveira e Beto Almeida, que criticaram a postura das empresas de assediarem aposentados de maneira criminosa.

Para o jornalista Beto Almeida, a medida “entra na série: antes tarde do que nunca!”. Segundo ele, é preciso que a justiça consiga impor medidas eficazes para barrar a atuação dos bancos e impedir que essas instituições consigam os dados pessoais do cidadão, principalmente, segundo ele, dos aposentados.

O jornalista ainda questiona o ato de, nos pequenos municípios do Interior do Ceará, servidores visitarem idosos aposentados para, segundo ele, “assediar” essas pessoas para aquisição de consórcios bancários. Para o jornalista, “está mais do que na hora de punir os bancos.”

O jornalista Luzenor de Oliveira pondera que não há nada de criminoso nesse ato, mas, concordando com Beto, acredita que é
“inaceitável o assédio ou o poder de convencimento que vem pela fraude.” Caso o cadastro seja feito, a suspensão das chamadas pelas empresas ocorrerá em até 30 dias.

Você pode fazer seu cadastro no “Não me Perturbe” aqui.

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“Você viu pressão no Governo Lula? Não!” – questiona Beto Almeida, no Bate Papo Político de hoje

A agenda política da semana caminha com expectativas sobre alterações nas regras para a aprovação de Medidas Provisórias no Congresso Nacional. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) pretende alterar o tempo para que as medidas provisórias sejam votadas. Hoje, as MPs têm validade de 120 dias e trancam a pauta após 45 dias de publicação.

O correspondente do Jornal Alerta Geral (Expresso FM 104.3 na Grande Fortaleza + 26 emissoras no Interior do Estado + Redes Sociais (Facebook, Instagram, YouTube e Twitter)), Carlos Alberto, traz os detalhes:

O compromisso de votar a medida foi firmado na última terça-feira (28) pelo presidente da Casa, deputado Rodrigo Maia, durante encontro com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Para alguns parlamentares, o texto em vigor restringe a atuação do Senado por não impor prazo para que os deputados votem as MPs.

Não é mais possível que a Câmara continue a desprestigiar o Senado e continue usando 119 dos 120 dias que se tem para analisar uma medida provisória. Colocam para nós senadores que analisemos em um dia – afirmou o senador Oriovisto Guimarães (Pode-PR). 

O assunto ganhou destaque no Bate Papo Político do Jornal Alerta Geral desta segunda-feira (3), entre os jornalistas Luzenor de Oliveira e Beto Almeida, que fizeram questão de lembrar da relação do Governo Federal e o Congresso em outras ocasiões. Segundo ele, por exemplo, não havia pressão do Congresso no governo Lula porque a ampla maioria era favorável ao presidente.

Como fica

Com a PEC 70/2011 as MPs têm vigência de 120 dias, sem possibilidade de prorrogação. De acordo com o texto, a Câmara teria 80 dias para votar as matérias, com o trancamento da pauta após 70 dias. Em seguida, o Senado ficaria com 30 dias de prazo, com interrupção do andamento após 20 dias. Depois disso, os deputados contam com mais 10 dias para analisar as emendas dos senadores.

 

Infográfico feito pela Agência Senado
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Bate Papo: o ‘puxão de freio’ do governo para equilíbrio das contas repercute no guarda-chuva do poder

“Puxar o freio” – A expressão, utilizada pelo governador Camilo Santana em reunião com deputados no início da semana, mostra o momento vivido pelo Estado e as medidas que o governo pretende adotar para equilibrar as contas. No entanto, o que, na semana passada, era vivido com um clima de insatisfação passou a ser encarado de forma diferente pelos parlamentares que se reuniram com Camilo.

Na análise política desta quarta-feira (29) dos jornalistas Luzenor de Oliveira e Beto Almeida, a dualidade vivida na Assembleia Legislativa ficou evidente: se por um lado os deputados dizem que o governo tem que contingenciar e equilibrar as contas, por outro, as medidas – consideradas impopulares – podem gerar um saldo negativo para a imagem dos parlamentares. O jogo está na mesa!

O “guarda-chuva do poder” – como definiu o jornalista Luzenor de Oliveira – apresenta ônus e bônus e os deputados cearenses precisam, na visão do jornalista, aguardar o desenrolar das medidas anunciadas pelo governo do Estado. A decisão – impopular – tem explicação e cálculo: a falta de repasses do Governo Federal, situação que deixa obras importantes, como Cinturão das Águas do rio São Francisco, literalmente paradas.

Repercussão

As medidas movimentaram a agenda política da Assembleia Legislativa do Ceará e fizeram parlamentares se posicionarem. O deputado Danniel Oliveira (MDB) foi um dos que parabenizaram o governador Camilo Santana pela iniciativa de reunir a bancada governista para debater assuntos importante para os cearense.

Já para Carlos Felipe, deputado pelo PCdoB, embora o governo esteja ajustando as contas aos repasses do Governo Federal, estabelecendo critérios e se adequando à crise vivida no país, algumas categorias serão mais firmes no debate pelo reajuste salarial: caso dos servidores públicos.

O deputado da oposição, Heitor Férrer (Solidariedade), foi mais crítico a Camilo e disse que “o governo canta uma música mas dança diferente”, fazendo referência ao modelo de gestão fiscal do Ceará, anunciado como um dos mais equilibrados do país.

O presidente da Casa, deputado Sarto Nogueira (PDT), comentou as discussões levantadas na reunião com Camilo e levantou o quadro econômico vivido. Sarto assume um papel importante para o debate de demandas do governo e, nesse cenário, fala de investimentos no Estado.

Jornal Alerta Geral

O Jornal Alerta Geral é transmitido na FM 104.3 na Grande Fortaleza + 26 emissoras no Interior do Estado, além das Redes Sociais do Ceará Agora (Facebook, Instagram, Twitter e YouTube). Diariamente, a partir das 7 horas, os jornalistas Luzenor de Oliveira e Beto Almeida analisam tudo que está rolando no cenário político cearense e atualizam as novidades do que de mais importante acontece no Estado. Fique ligado!

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“É obvio que o governo atuou fortemente para a liberação da venda das bebidas alcoólicas”, afirma Beto Almeida

A Assembleia Legislativa aprovou ontem (09), a liberação da venda das bebidas alcoólicas nas arenas esportivas do Estado do Ceará. O projeto de lei 85/2019 agora segue para o governador Camilo Santana, que poderá sancionar ou vetar o projeto. Além do conteúdo original, também foram aprovadas 13 emendas. Entre elas, a que regulamenta que continuará proibida a comercialização de bebidas durante os Clássicos-Rei, de autoria de Agenor Neto (MDB).

No Bate-Papo político desta sexta-feira (10) do Jornal Alerta Geral (Expresso FM – 104.3 + 26 municípios do interior) o jornalista Beto Almeida afirmou que o governo estadual teve influência direta na aprovação da proposta devido aos interesses financeiros decorrentes de sua implementação:

Essa matéria jamais teria passado, se não houvesse essa intervenção direta na matéria. Para o governo que está aí preparando uma PPP (Parceria Público-Privada), ter a liberação da venda de bebidas significa que você esta trazendo ou atraindo investidores, parceiros privados para estarem administrando o estádio.

Beto Almeida ainda acrescenta que o governador Camilo Santana deve sancionar a matéria, no entanto, é provável que ele vete as emendas que degradaram um pouco a matéria:

Muito provavelmente (ele sancione), já que o governo atuou fortemente para a provação da venda de bebidas alcoólicas, essas emendas desidratam a proposta e o interesse que o governo tem é justamente em parcerias futuras, então é provável que ele sancione a matéria, mas vete essas emendas que desidratam o projeto.

Proposta de liberação de bebidas nos estádios tramita desde, pelo menos, o ano de 2015, quando o então deputado Gony Arruda (PSD) apresentou projeto de teor idêntico ao atual, mas não avançava em razão da oposição do então presidente da Casa, o deputado estadual licenciado e atual secretário das Cidades Zezinho Albuquerque (PDT).

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Para Capitão Wagner, o trabalhador comum está dando sua cota de sacrifício sem receber o retorno

O deputado federal Capitão Wagner (Pros), em entrevista ao Jornal Alerta Geral desta quinta-feira (18), comentou os pontos da reforma da Previdência proposta pelo governo de Jair Bolsonaro que aguarda, ainda, votação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Para o Capitão, “se for aprovada (a reforma), vai ser muito diferente do que foi proposto pelo governo“. Para ele, “ninguém ia apresentar uma proposta achando que ia ser alterada 90% e parece que é isso que vai acontecer de fato”.

O Bate Papo Político foi mediado pelos jornalistas Luzenor de Oliveira e Beto Almeida que, em pouco mais de 17 minutos, debateram pontos polêmicos da reforma, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC), aposentadoria para policiais militares e o Sistema de Capitalização defendido pelo ministro da Economia, Paulo Guedes.

O deputado ressaltou, ainda, que a proposta de reforma não é benéfica para os policiais militares e que cobra mais do trabalhador menos beneficiado. Wagner defendeu que a economia esperada inicialmente não se concretizará se a reforma for aprovada dessa maneira. Segundo ele, com a retirada, principalmente, dos dois pontos mais debatidos – BPC e Aposentadoria Rural – a economia esperada pelo governo não encontra o fôlego necessário.

Bate Papo:

Pontos polêmicos da Reforma:

Luzenor de Oliveira: Muitos pontos, como o BPC (ou) as regras mais duras para os trabalhadores rurais, estão atrapalhando o sonho do governo em ter uma reforma Previdenciária com tramitação mais ágil na Câmara Federal?

Capitão Wagner: A falta de articulação do governo vai gerar uma grande desidratação da proposta na Comissão de Constituição e Justiça, que você analisa apenas a constitucionalidade. Já se discute, para a próxima semana, a retirada de diversos pontos. Questão do abono salarial, a questão do BPC, a questão do agricultor e vários outros pontos além da própria Capitalização, que já está sendo colocada em cheque por conta do que aconteceu no Chile. Eu acredito também que não seja o modelo adequado. Na Comissão de Mérito, aí é que vai ter alterações na proposta.

Tratamento diferenciado para mulheres:

  • Capitão Wagner: A questão do tratamento diferenciado da mulher no Regime Geral e não no Regime Próprio, mostra uma discriminação. Por que a servidora pública não merece o mesmo tratamento que qualquer outra mulher do Regime Geral tem em relação a tempo de serviço, idade mínima, etc? Eu acho que ainda vai ter muita polêmica.

Militares

  • Capitão Wagner: Por conta da proposta da reforma dos militares federais, eu queria esclarecer isso, porque quando se fala de militares acha que está se falando de policial militar, de bombeiro militar, e a proposta não traz benefício para o policial militar e nem para o bombeiro. (Traz), sim, a reestruturação da carreira para os policial militares das Forças Armadas: o Exército, a Marinha e a Aeronáutica.

Beto Almeida: O governo, quando propôs a reforma para os militares federais, disse que ela também irá atingir, no Estado, os bombeiros e os policiais militares. Para os estados, o governo vende que a reforma da Previdência será boa porque isso tratá economia, inclusive, na questão dos gastos com os militares. 

Capitão Wagner: É o sacrifício. Eu acho que, de fato, o governo está falando a verdade. Quando ele fala que vai atingir policiais militares e bombeiros militares, vai aumentar o tempo de contribuição. Se debate a criação de uma idade mínima para os policiais militares e bombeiros se aposentarem, então, vem a parte do sacrifício. Quando eu digo que ela não é boa para eles é porque só vai vir a cota de sacrifício, não vai vir o benefício da reestruturação da carreira que é previsto para o militar federal.

Cota de sacrifício

  • Capitão Wagner: Fica muito difícil pedir para o trabalhador dar a cota de sacrifício quando o militar federal até está dando sua cota de sacrifício, mas está sendo beneficiado com a reestruturação da carreira. O professor não está sendo beneficiado, o bombeiro não tá sendo beneficiado, o policial militar não está. O trabalhador, no geral, não está sendo beneficiado e o militar federal está tendo a reestruturação.
Deputado Federal, Capitão Wagner (Pros), destaca pontos que acha negativos na reforma da Previdência / Foto: Redação

Ambiente para Reforma

Luzenor de Oliveira: Qual é o ambiente, Capitão Wagner, entre os 513 deputados federais? O governo precisa de 308 votos para aprovar em primeiro turno a PEC da Previdência Social. Por que o governo enfrenta tantas dificuldades nesse momento?

Capitão Wagner: Eu acho que a estratégia do governo foi apresentar uma reforma mais dura do que a do Temer – a proposta do Temer geraria uma economia de 600 bilhões, essa, gera uma economia de 1 trilhão e 100, mais ou menos. Nos cálculos do governo, que a gente não viu ainda os detalhes desses cálculos. É por conta disso que a oposição lá tem ganho espaço.

Equilíbrio dos cofres

Luzenor de Oliveira: O que poderá sobrar dessa Reforma Previdenciária uma vez que o ministro da Economia, Paulo Guedes, sempre argumenta que a reforma é necessária e inadiável para equilibrar os cofres da Previdência Social?

Capitão Wagner: Ontem (17) eu assisti uma entrevista do ministro da Economia e vi ele dizer que mesmo com essas alterações o país ainda iria economizar cerca de 1 trilhão. Ele não acompanhou o que aconteceu na CCJ e o que estar por vir na próxima semana. Com a retirada de tudo isso aí é impossível que haja essa economia de 1 trilhão que ele está vendendo para o Mercado.

Mercado

  • Capitão Wagner: Acho que ele (Paulo Guedes) tem que ter o discurso otimista, de fato, para não assustar o Mercado, mas o que a gente está vendo em relação a tramitação é que há uma dificuldade de aprovação e, se for aprovado, vai ser aprovado muito diferente do que foi proposto pelo governo.

Eleições de 2020

O senhor chegou ao segundo turno da disputa pela Prefeitura de Fortaleza em 2016. Agora, já está na condição de pré-candidato, vai entrar nessa disputa, ou a Câmara Federal o entusiasma?

Capitão Wagner: Sem dúvida nenhuma estar perto do nosso povo, estar conversando com o cidadão cearense, fortalezense em especial – minha família vive aqui em Fortaleza, meus pais, meus filhos, a esposa, ninguém foi para Brasília – me encanta. Estar perto do povo, para mim, é realmente um sonho. Logicamente, depois de ter disputado a eleição em 2016, ter ido para o segundo turno, ter tido uma votação expressiva, 47% dos votos, naturalmente nosso nome é cotado e eu me considero já como pré-candidato.

 

 

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Acompanhe o programa pelas Redes Sociais

– PEC da Previdência Social, com mudanças no BPC e na aposentadoria rural, é considerada constitucional;

– Camilo Santana acusa General Theophilo de usar episódio de Maracanaú para “fazer politicagem baixa”;

– Mais da metade das vagas do Mais Médicos no Ceará está ociosa;

– Dnocs corre risco de não ter verbas para manutenção de suas barragens;

Jornal Alerta Geral #67 – Quarta-feira (10/04/19)

O Jornal Alerta Geral é gerado pela Rádio FM 104.3 – Expresso Grande Fortaleza, e transmitido, via satélite, para outras 26 emissoras no Interior do Estado. Com essa cobertura pelo rádio, a gente chega a mais de 150 municípios e, com as redes sociais, chegamos a todo o Estado.

Posted by Ceará Agora on Wednesday, April 10, 2019

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Bate Papo Político: Bolsonaro vai se encontrar com a velha política?

O presidente Jair Bolsonaro disse que vai reservar “meio-dia da agenda no Brasil” para receber parlamentares e conversar. Segundo ele, está aberto ao diálogo. O presidente reiterou, também, que a proposta da reforma da Previdência é um projeto para o país e, não de governo.

O assunto ganhou destaque no Bate Papo Político desta terça-feira (2), entre os jornalistas Luzenor de Oliveira e Beto Almeida, que afirmaram que a atitude pode mudar os rumos da reforma e mostra o real comprometimento do presidente com a proposta.

Beto Almeida, após listar os partidos que se encontrarão com o presidente faz o questionamento: ele vai se encontrar com a “velha política”? Para Luzenor, no entanto, não trata-se de se encontrar com a “velha política”, mas de buscar a articulação necessária para aprovação da reforma.

“É preciso deixar preconceitos de lado. Há uma necessidade de se dialogar. Não há governo sem diálogo entre [os poderes] Executivo e Legislativo. Como se atrai os votos? Chamando os deputados para compartilhar a administração pública.”, afirmou Luzenor, durante o debate.

Na opinião dos jornalistas, há um entendimento para aprovação da reforma, no entanto, o governo não conseguiu, ainda, o diálogo necessário para convencer os deputados a apoiarem a proposta – e, talvez, com isso, entrarem na “lista negra” da população.

BPC e Aposentadoria Rural

Os pontos que causam mais divergências entre os parlamentares são as mudanças que mexem com o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e aposentadoria rural. Em entrevista à TV Record, o presidente falou da reunião com parlamentares e dos dois pontos polêmicos.

Vou deixar pelo menos meio-dia da minha agenda no Brasil para atender deputados e senadores“, afirmou Bolsonaro.

O presidente disse, ainda, compreender as manifestações dos parlamentares sobre eventuais alterações na proposta encaminhada, relacionadas ao BPC e a aposentadoria rural.

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“O governo está patinando”, afirma Beto Almeida sobre número de desempregados

O número de jovens de até 24 anos que desistiram de procurar emprego, os chamados desalentados, triplicou em quatro anos. O número pulou de 600 mil para mais de 1,76 milhão. No fim de 2018, o desemprego para esse grupo já era de 27,2%. Para o jornalista Beto Almeida, “o governo está patinando” e não consegue gerar vagas de trabalho.

O tema ganhou destaque no Bate Papo Político desta segunda-feira (1), entre os jornalistas Luzenor de Oliveira e Beto Almeida, que comentaram os impactos que esses dados podem trazer aos trabalhadores que estão entrando no mercado de trabalho.

Para Beto Almeida, a retomada da indústria, da economia e do mercado, esperada desde 2014, não ocorreu. Segundo o jornalista, o país até saiu da resseção – retração geral na atividade econômica -, mas não conseguiu gerar a retomada da economia e nem confiança da indústria.

Acompanhe a análise:

Bate Papo Político desta segunda-feira (1)
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Para Beto Almeida, “Guedes acabou fazendo um papel que não é dele”

Depois de faltar à audiência pública na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados, o ministro da Economia, Paulo Guedes, participou, nessa quarta-feira (28), de um debate na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado. A sessão começou com clima tenso.

No Bate Papo Político desta quinta-feira (28), os jornalistas Luzenor de Oliveira e Beto Almeida comentaram a ida de Guedes à Comissão. Segundo os jornalistas, o ato de Guedes assumir o papel de mediador político é sintomático. Para Beto Almeida, o papel de mediar o debate com os parlamentares seria do ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, o que não está acontecendo.

Os jornalistas destacaram, também, as dificuldades de se articular a aprovação da Reforma. Luzenor de Oliveira destacou que o ato de “escalar ministros” demonstra a falta de envolvimento do próprio presidente com a proposta a ser votada. Os jornalistas apontam que é preocupante, diante do debate sobre a Reforma, o presidente “perder tempo com polêmicas.

Clima tenso na reunião

Pouco antes do fim da sessão, Guedes baixou a guarda e mudou a postura, afirmando que não é o superministro. O ministro também se desculpou pelo clima tenso. “Quero pedir desculpas se fiquei irritadinho em alguns momentos, porque estou muito cansado. Andei levando ‘balaços’ de quem devia estar do meu lado“, finalizou.

Guedes admitiu, também, que ficou surpreso com a votação da Proposta de Emenda à Constituição que obriga a execução de emendas impositivas no Orçamento. A proposta foi aprovada na Câmara dos Deputados e veda o governo – votação que mostra como o cabo de guerra entre o Executivo e o Legislativo está armado.

Deixar o cargo

Em princípio, Guedes deveria falar sobre os problemas da Lei Kandir nos estados. Guedes reforçou a necessidade de um pacto federativo, após a aprovação da PEC da Previdência. Segundo ele, os técnicos preparam uma proposta com socorro aos estados que poderá superar R$ 4 bilhões ao ano – superior ao valor atual.

Ao ser questionado pela senadora Eliziane Gama (PPS-MA) se deixaria o cargo, caso não consiga aprovar a reforma, Guedes voltou a defender mais responsabilidade do Legislativo com a austeridade fiscal. Não tenho apego ao cargo, mas não tenho a irresponsabilidade de sair na primeira derrota“, afirmou o ministro.

Guedes admitiu a possibilidade de mexer em alguns pontos críticos da proposta, como Benefício de Prestação Continuada (BPC) e aposentadoria rural, mas alertou: a economia de R$ 600 bilhões a R$ 700 bilhões em 10 anos, em vez do atual R$ 1 trilhão previsto na proposta, não dá garantia da aposentadoria de filhos e netos.

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Bate Papo: aprovação da PEC que veda o governo é recado claro a Bolsonaro

Sem negociação é possível que reforma da Previdência não passe – Bate Papo desta quarta-feira (27)

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou nessa terça-feira (26), por 453 votos a 6, a PEC que torna o orçamento impositivo para as emendas de bancadas estaduais até 1% da receita corrente líquida realizada no ano anterior. Agora, a votação segue para o Senado e, caso passe, obriga o governo a executar todos os investimentos do Orçamento

No Bate Papo Político desta quarta-feira (27), os jornalistas Luzenor de Oliveira e Beto Almeida alertaram, no entanto, para o recado que vem com essa aprovação. Segundo os jornalistas, independente de seus desdobramentos, o termo de recado para o presidente Jair Bolsonaro é claro: se não houver negociação, as propostas do governo não passam.

Para Beto Almeida, a medida veda o governo – “do jeito que foi aprovado na Câmara, o governo está engessado“. O embate ocorre no auge de uma crise entre Maia e o presidente Jair Bolsonaro (PSL), com troca de farpas durante a semana. Após a votação de ontem, o presidente da Câmara negou que a aprovação da PEC seja uma derrota para o Executivo.

Caso o governo não cumpra a media

O jornalista Luzenor de Oliveira levantou o questionamento durante o Bate Papo: o que pode acontecer caso o governo não cumpra a determinação de executar todos os investimentos do Orçamento? A resposta do jornalista Beto Almeida foi clara: vira crime.

Para Luzenor de Oliveira, muita gente pode dizer que é um tema ainda distante da realidade cearense, mas, segundo ele, há uma vontade por parte dos estados de quererem a demanda, o que aceleraria sua aprovação e a transformaria em uma imposição para o governante.