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Caixa Econômica Federal renegociará dívidas de caminhoneiros

O presidente Jair Bolsonaro e o presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), Pedro Guimarães, anunciaram a possibilidade dos caminhoneiros renegociarem suas dívidas com o banco. Dívidas de cartão de crédito e outras despesas, como financiamento imobiliário, vão poder ser renegociadas. As negociações começam na próxima segunda-feira (19).

“A caixa já tem uma renegociação com 3 milhões de pessoas, de até 90% de desconto. Seiscentas mil pessoas evitaram de perder suas casas. […] Temos um volume significativo de caminhoneiros que também podem evitar de perder suas casas a partir de negociação que já tínhamos e ampliamos para os caminhoneiros”, disse Guimarães.

O anúncio foi feito durante live do presidente Bolsonaro, transmitida em sua conta no Facebook.

Ele acrescentou que a renegociação é para crédito na Caixa Econômica. Para casos de crédito no Banco do Brasil ou Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a Caixa precisaria negociar com os bancos. Bolsonaro acrescentou que estão ocorrendo conversas com esses dois bancos para repetir as negociações também nessas instituições.

O presidente da Caixa também disse que o governo fará um anúncio “revolucionário” a respeito de crédito imobiliário na terça-feira (20). Segundo ele, a novidade valerá para novos contratos.

A gente não pode mexer nos contratos antigos, mas vai gerar bastante demanda, bastante emprego. Será algo revolucionário.

*(Com informações da Agência Brasil)

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Política

Ministro da Infraestrutura recebe caminhoneiros para evitar greve

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, se reúne nesta quarta-feira (24) com líderes dos caminhoneiros, que ameaçam deflagar paralisação caso as reivindicações por remuneração maior pelo transporte de mercadorias não sejam atendidas.

Os motoristas de caminhão estão insatisfeitos com a Resolução nº 5.849/2019 da Agência Nacional dos Transportes Terrestres (ANTT), que estabeleceu preços mínimos para os fretes. A tabela foi temporariamente suspensa para evitar greve da categoria.

A decisão de suspender a planilha de custos, entretanto, obrigou Freitas a se engajar com o outro lado da disputa. Ontem, ele se reuniu com representantes da indústria e do agronegócio, que não abrem mão da resolução, por considerá-la tecnicamente adequada.

Estiveram presentes na reunião de ontem representantes da Confederação Nacional da Indústria (CNI), da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e do Sindicato Nacional da Indústria de Cerveja (Sindcerv).

A reunião de hoje tem como objetivo encontrar uma solução satisfatória para ambos os lados, empresários e caminhoneiros.

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Nova Tabela de frete rodoviário será suspensa, garante Ministro da Infraestrutura

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, afirmou ao portal G1 nesta segunda-feira (22) que será suspensa a resolução da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) que estabeleceu regras para o cálculo do piso do frete rodoviário.

A nova resolução prevê que 11 categorias de cargas serão usadas no cálculo do frete mínimo e amplia os itens considerados no cálculo. Além da distância percorrida, o cálculo do frete mínimo também considera o tempo de carga e descarga do caminhão, custo com depreciação do veículo, remuneração do caminhoneiro, impostos, entre outros.

Segundo o ministro, será aberta uma nova rodada de negociação com os caminhoneiros a partir desta quarta-feira (24).

Quando divulgou a nova tabela, a ANTT informou que a consulta pública sobre as novas regras recebeu 500 contribuições e que “parte significativa dessas contribuições foram acatadas e serviram de subsídio para o aprimoramento da proposta”.

A tabela de frete foi criada no ano passado pelo governo Michel Temer, após a reivindicações da categoria que promoveu uma greve geral que bloqueou estradas e comprometeu o abastecimento de combustível, de medicamentos e de alimentos em todo o Brasil.

Manifestação no Ceará

Um grupo de caminhoneiros realiza paralisação no quilômetro 43 da BR-116, em Horizonte, na manhã desta segunda-feira (22). O ato ocorre em protesto contra a nova resolução que estabelece os preços mínimos de frete rodoviário, abaixo do esperado pela categoria.

Houve tentativa de obstrução da via por volta das 6 horas da manhã, mas a ação foi impedida pela Polícia Rodoviário Federal (PRF). Muitos dos manifestantes deixaram o local logo após a ação da PRF. Outros permaneceram no trecho, mas estacionaram os veículos fora da rodovia. De acordo com a PRF, apesar da movimentação, o trânsito flui normalmente.

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Aumento do diesel traz risco de nova greve de caminhoneiros

O anúncio de reajuste de 2,56% do óleo diesel, feito ontem (3) pela Petrobras, trouxe a ameaça de greve dos caminhoneiros de volta. A indignação da categoria não é só contra a estatal, mas também por causa de medidas não cumpridas pelo governo. Representantes de transportadores autônomos admitem que com o cenário atual, é difícil controlar e evitar uma greve nacional.
O aumento de preço sobre o principal combustível utilizado pelos caminhões tem tido forte repercussão neste ano. Uma possível greve havia sido marcada para 29 de abril, mas após reunião de representantes sindicais e o governo, foram tomadas medidas que evitaram a greve.
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Agência Nacional dos Transportes Terrestres aprova alteração na tabela do frete

A Agência Nacional dos Transportes Terrestres (ANTT) aprovou, na última terça-feira (30), uma alteração na resolução que diz respeito à chamada Tabela do Frete. Com a mudança, foram encerradas as multas aplicadas aos caminhoneiros que descumprirem a tabela ou denunciarem a empresa que não realizar o pagamento do valor mínimo do frete.

Segundo o voto do relator do processo, o diretor Marcelo Vinaud, foi verificada, junto à área de fiscalização da agência, a necessidade de revisar o artigo que trata das situações que constituem infrações, e que devem ser aplicadas multas.

“Uma vez que o desenho regulatório atual conduz à desmotivação por parte dos transportadores em realizar denúncias, na medida em que lhes são aplicadas punições idênticas àquelas aplicadas aos embarcadores, percebeu-se uma baixa efetividade na atividade de fiscalização”, diz trecho do documento.

A Agência Nacional dos Transportes Terrestres (ANTT) afirma que a resolução era desmotivadora para que os motoristas denunciassem as empresas que estavam pagando o preço abaixo da tabela, já que eles acabavam recebendo o mesmo tipo de punição aplicada às empresas embarcadoras.

Na semana passada, a agência publicou uma resolução com os valores atualizados da tabela do piso mínimo de frete. A variação do diesel foi de 10,69%, o que acarretou no reajuste médio de 4,13% nos preços mínimos de frete.

 

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Tabela do frete é reajustada em 4,13%

A Agência Nacional de Transporte Terrestres (ANTT) publicou hoje (24), no Diário Oficial da União (DOU), a resolução que atualiza os valores da tabela do piso mínimo do frete para o transporte rodoviário de cargas, com um reajuste médio de 4,13%.

A revisão dos valores foi um ponto do acordo firmado entre o governo e os caminhoneiros na última segunda-feira (22). De acordo com a ANTT, a variação do diesel em relação aos valores da última tabela, publicada em janeiro, foi de 10,69%.

No dia 17, a Petrobras anunciou um aumento de 4,8% no preço do diesel nas refinarias. Os caminhoneiros reivindicavam a aplicação do dispositivo previsto na Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas, instituída pela Lei 13.703 de 2018, que determina a revisão dos valores da tabela sempre que houver oscilação superior a 10% no preço do óleo diesel no mercado nacional.

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Caminhoneiros descartam paralisação após reunião com o Governo

Os representantes dos caminhoneiros disseram, após uma reunião com o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, que não haverá paralisação da categoria na próxima segunda-feira (29). Durante a reunião, que durou quase cinco horas, o ministro prometeu reajustar a planilha da tabela do piso mínimo de frete, umas das principais reivindicações dos caminhoneiros.

O ministro disse ainda que vai intensificar a fiscalização do cumprimento da tabela de frete mínimo, com a participação dos caminhoneiros, e atrelar o reajuste da tabela ao preço do diesel.

“Eu acho que nós conseguimos administrar essa condição de momento e não deve haver paralisação de caminhoneiros neste momento. A representação dos caminhoneiros está conseguindo conversar com o governo”, disse o presidente da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA), Diumar Bueno.

A reunião com o ministro reuniu cerca de 30 representantes de 11 entidades de classe, além de um grupo de caminhoneiros autônomos. A proposta apresentada pelo ministério prevê que os próprios caminhoneiros vão ajudar a realizar a fiscalização da tabele de frete. Ainda esta semana, o ministro e o presidente da CNTA deverão assinar um termo formalizando o procedimento. 

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Bolsonaro anuncia “cartão-caminhoneiro”, mas medida pode não ser suficiente

Após a ameaça de uma nova greve dos caminhoneiros, o presidente Jair Bolsonaro anunciou o lançamento do “cartão-caminhoneiro“, que vai espera garantir a compra de combustível, pelos motoristas de carga, sem a variação oscilante do preço do óleo diesel, uma das principais reclamações da categoria. O cartão já vinha sendo anunciado pela Petrobrás.

O anúncio foi feito nessa quinta-feira (29), por meio de uma transmissão ao vivo no Facebook.

Bolsonaro garantiu que o cartão estará pronto em até 90 dias. Segundo o presidente, a medida é uma vantagem para os caminhoneiros, porque garante que seu frete não será consumido por possíveis reajustes no preço do óleo diesel. “Isso é uma vantagem, garante a ele que seu frete não será consumido por possíveis reajuste no preço do óleo diesel“, afirmou o presidente.

Resposta

Por outro lado, os caminhoneiros estão divididos sobre uma possível greve. Em entrevista ao Portal R7, na última quarta-feira (26) – quando a Petrobrás já havia anunciado o cartão -, um dos principais líderes da categoria, Wallace Costa Landim, relata que o congelamento no preço do diesel por períodos de 15 dias e o ‘cartão-caminhoneiro’ não são suficientes para evitar a greve.

Landim afirma haver de 15 a 20 grupos de articulação pela paralisação no WhatsApp. Eles fogem ao controle de lideranças sindicais com as quais o governo tem conversado para tentar evitar a paralisação. Os caminhoneiros pedem que o preço do diesel fique congelado por pelo menos 30 dias e seja reduzido. Eles também negociam mais rigor na cobrança de fretes e construção das paradas para descanso.

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14 reajustes no preço do diesel em 2019: caminhoneiros protestam e Petrobras responde

Em resposta a pressão feita pelos caminhoneiros com ameaça de um dia de paralisação e eventual ameaça de greve, a Petrobras anunciou, nessa terça-feira (26), mudança na periodicidade dos reajustes do óleo diesel e a criação do ‘cartão caminhoneiro’.

Em 2019, houveram 14 reajustes no preço do diesel para as distribuidoras, segundo dados da Petrobras. O diesel, que era fornecido para a distribuidora pelo preço de R$ 1,854 no começo de 2019, agora está custando R$ 2,143.

O jornalista Beto Almeida afirma que isso trás uma grande instabilidade para os caminhoneiros.

“Ele fecha o frete aqui e um valor quando o diesel tá um preço. Sai do ceará com um valor X, chega no estado do Pará [por exemplo], vai pagar muito mais caro, ai retorna e o preço do diesel já é outro. Se não tiver uma carga de lá pra cá, é prejuízo na certa”, afirma o jornalista.

Então Beto destaca duas inciativas da Petrobras que podem apaziguar a situação com os caminhoneiros: a partir de agora, o preço do combustível não poderá ser reajustado em períodos inferiores a 15 dias. Até então, o valor do litro do diesel poderia variar até diariamente.

Além disso, a estatal anunciou ainda a criação do “Cartão Caminhoneiro”, que permitirá a compra do combustível a preço fixo nos postos com a bandeira BR. O cartão deve entrar no mercado em 90 dias.

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43% dos caminhoneiros não praticam atividade física, aponta pesquisa da CNT

A Confederação Nacional do Transporte (CNT) divulgou, nesta quarta-feira (16), a Pesquisa CNT Perfil dos Caminhoneiros 2019, com informações gerais sobre o profissional e a sua atividade. Foram entrevistados 1.066 caminhoneiros (autônomos e empregados de frota), de 28 de agosto a 21 de setembro de 2018. 

A pesquisa revelou que a média de idade dos motoristas é de 44,8 anos e a renda mensal líquida média é de R$ 4,6 mil, sendo que caminhoneiros autônomos ganham R$ 5 mil e caminhoneiros empregados de frota, R$ 3,7 mil. Em média, os entrevistados estão na profissão há 18,8 anos.

“A Pesquisa deixa clara a realidade enfrentada pelos profissionais nas nossas rodovias. Renda mensal baixa, insegurança e o elevado preço do combustível são os grandes problemas. Os dados também comprovam a importância do SEST SENAT, que oferece qualificação profissional e atendimento em odontologia, fisioterapia, nutrição e psicologia. São serviços gratuitos, prestados em todos os estados do Brasil, que garantem a empregabilidade e melhor qualidade de vida aos caminhoneiros”, afirma o Presidente da CNT, Clésio Andrade.

Greve dos caminhoneiros

Sobre a greve dos caminhoneiros de 2018, 65,3% dos entrevistados afirmam ter participado da paralisação; 64,4% afirmam que foram informados via WhatsApp sobre os rumos da paralisação e 74,7% que conheciam a pauta de reivindicações. Para 56,0%, as conquistas do movimento não foram satisfatórias. 

Reivindicações e entraves

Entre as reivindicações que os caminhoneiros entrevistados consideram importantes, estão: redução do preço do combustível, apontada por 51,3%; mais segurança nas rodovias (38,3%); juros mais baixos para o financiamento de veículos (27,4%); e aumento do valor do frete (26,2).
Já os principais entraves para a profissão foram apontados na seguinte ordem: assaltos e roubos (64,6%); custo do combustível (35,9%); e valor do frete (27,4%). 

Transporte de Cargas

Para 62,9% dos caminhoneiros entrevistados houve diminuição de demanda no transporte de cargas em 2018. Destes entrevistados, 62,1% alegam que o principal motivo foi a crise econômica e 20,3% que o motivo foi custo do frete.

Saúde

Quando o assunto é saúde, 38,1% dos autônomos disseram que procuram profissionais de saúde para prevenção. Já entre os empregados de frota, esse índice chega a 51,8% dos profissionais; 20,3% dos caminhoneiros utilizam regularmente algum tipo de medicamento controlado por indicação médica.

Destes, 56,4% utilizam remédio para hipertensão e 18,0% para problemas relacionado ao diabetes; 43,0% dos profissionais não praticam qualquer atividade física. 

Veja a íntegra da Pesquisa: https://bit.ly/2AN7wHI